quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Depressão


O que é a depressão?

A depressão é uma doença mental que se caracteriza por tristeza, perda de interesse por actividades habitualmente sentidas como agradáveis e perda de energia ou cansaço fácil.

Este problema, pode afectar pessoas de todas as idades, desde a infância à terceira idade, e se não for tratada, pode conduzir ao suicídio. A depressão pode ser episódica, recorrente ou crónica, e conduz à diminuição substancial da capacidade que o indivíduo tem em assegurar as suas responsabilidades do dia-a-dia.


Como reage a depressão nos adolescentes?


É um problema pouco reconhecido entre os jovens.
As pessoas tendem a pensar na adolescência como um período difícil, turbulento, com variações do humor e crises emocionais. Os adolescentes realmente, deparam-se com várias situações novas, mundos e comportamentos sociais diferentes quando se aproximam da idade adulta e, para alguns, este período de transição é muito difícil. Muitas pessoas, consideram estas flutuações do humor e as mudanças no comportamento como uma fase normal da adolescência.

No entanto, há evidências de que estes problemas não fazem parte necessariamente do processo normal de amadurecimento. Na verdade, para muitos adolescentes, sintomas como descontentamento, confusão, solidão, incompreensão e atitudes de rebeldia podem indicar depressão. Durante muitos anos, acreditou-se que os adolescentes não eram afectados por esta doença, mas actualmente os especialistas sabem que os adolescentes são tão susceptíveis à depressão quanto os adultos. Em todas as faixas etárias, a depressão é um distúrbio que deve ser encarado seriamente. Pode interferir de maneira significante na vida diária, nas relações sociais e no bem-estar geral. Nos casos mais graves, a depressão pode levar ao suicídio. Nos últimos trinta anos, o índice de suicídio entre adolescentes triplicou. Segundo um estudo realizado, sabe-se que um em cada oito adolescentes tem depressão.

Como os pais podem perceber os indicativos de que seu filho está deprimido?


O estado depressivo faz com que ele se torne implicativo, desanimado, com muito sono, querendo ficar mais tempo sozinho do que com as outras pessoas, isolando-se de tudo e de todos. Outros indicativos: quando se tranca no seu quarto praticamente o tempo todo e fica sem fazer nada por muito tempo, não cumpre com as suas obrigações ou mesmo não tem mais prazer e alegria de fazer aquilo que gostava de fazer (como praticar um desporto, ler, ouvir música, etc.), sem colocar outros interesses no lugar.

Mas também podem ser passageiros estes sintomas, não indicam logo que o jovem tem depressão, podem apenas indicar uma tristeza. Depois de alguns dias tudo volta ao normal. Se eventualmente o jovem permanecer neste estado por mais tempo, deve-se procurar ajuda profissional para que seja feito um diagnóstico e se existirem problemas realmente, um tratamento adequado com um profissional da saúde para resolver o problema. Os pais, em geral, não são as pessoas mais indicadas para resolver este problema, até porque, na fase da adolescência, o Jovem procura e necessita de um certo distanciamento dos pais para construir a sua própria maneira de ser adulto.

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O que os pais podem fazer para se aproximarem dos filhos e ajudá-los a superar a depressão?

Desde a infância, é importante que haja o diálogo aberto e franco entre pais e filhos. É este diálogo, construído ao longo dos anos, que dará abertura ao adolescente para que possa mostrar aos seus pais que não está bem e pedir a ajuda deles para resolver o problema.

Como podem os pais ajudar a evitá-la?

A melhor maneira de evitar uma depressão num adolescente é orientá-lo desde cedo para saber viver e conviver bem consigo próprio e com o mundo que o rodeia. E a melhor maneira de fazer isso é, desde cedo, colocar alguns limites para determinar as tarefas e responsabilidades de acordo com sua idade. Mostrar o seu amor e respeito, valorizar os objectivos alcançados pelo jovem, assim como mostrar que este está errado de uma forma passiva e não violenta.

Quais são as principais causas da depressão na adolescência?

A maior causa da depressão está relacionada à educação familiar, onde o jovem eventualmente pode crescer com a falsa sensação de que pode ter tudo, por ter sido uma criança que nunca obteve uma negação a um pedido, com as vontades feitas e que não aprendeu em casa a lidar com um "não". Quando ele toma contacto com o mundo, percebe que o mundo é repleto de limites e de "não" e tem muita dificuldade em lidar com isso, o que pode gerar a depressão.

Outro factor que pode levar à depressão é o facto do adolescente estar a deixar de ser criança para tornar-se adulto, sem saber como lidar com isso, justamente porque não foi educado para tal. Os pais, que super protegem os filhos e não determinavam tarefas e responsabilidades para o filho por considerá-lo criança, de repente passam a fazer cobranças e a exigir determinados comportamentos que, sem se aperceberem, não prepararam os filhos para o que os espera. Outros factores que podem, igualmente colaborar são a falta de diálogo dentro da família, a não aceitação ou a falta de respeito por parte dos pais e até de amigos do jovem ou de comportamentos diferentes dos que eles esperam dos filhos, reagindo com castigos sem razão aparente ou mesmo porque, por falta de diálogo, os pais fazem uso de sua autoridade para impor as suas vontades sobre os filhos, desrespeitando o direito deles de discordarem.






quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

vício da comida


O chamado vício da comida é, na realidade, um distúrbio de ingestão compulsiva: o desejo compulsivo e excessivo de consumir alimentos. Esta condição não só é manifestada pela ingestão anormal de alimentos, mas também pelo desejo de consumir alimentos que são, em si mesmos, prejudiciais para a pessoa.

Quando qualquer substância é ingerida em excesso independente do seu potencial de dano á saúde, essa substância é encarada como um vício. Vício da comida, como acontece com qualquer outro vício, é uma perda de controlo.
A pessoa compreende que a sua maneira de comer é prejudicial, mas continua com o comportamento destrutivo. O fenómeno do vício alimentar é fisiológico e psicológico.
Ás vezes a falta de tempo para cozinhar faz com que as pessoas começem a comer fast-food, o que leva a ter uma má alimentação tornando assim um vício de comida de "plástico", comendo só o que é doce e o que faz mal, tendo a "gânancia" de comer mais o que pode trazer á obesidade.


Há alguma esperança de recuperação?


O vício da comida é uma condição séria com muitas consequências negativas à saúde; obesidade, distúrbios psicológicos, diabetes e anomalias gástricas, etc. O primeiro passo para a recuperação é, naturalmente, reconhecer e aceitar o problema. Clinicamente, as pessoas devem identificar quais os alimentos (chamados de gatilhos) que causam os sintomas alérgicos e desejos.

Mas não há nenhuma maneira fácil para combater o vício alimentar; esse processo exige disciplina intensa para modificar os padrões alimentares e o estilo de vida. Um programa manejável de exercício deve ser adoptado, assim como mudanças alimentares que podem ser mantidas.

Tentativas ambiciosas para mudar os padrões alimentares bruscamente ou para perder peso rapidamente raramente têm sucesso a longo prazo. A dependência fisiológica e psicológica de alimentos pode ser vencida quando a pessoa reconhece que não pode combater esse vício sozinho.


Manifestações:


Viciar-se em alimentos não depende de idade, raça, sexo ou género. Pode estar acima do peso, a baixo peso ou a peso normal. O que todos têm em comum é sua obsessão por alimentos. A pessoa obesa sofre humilhação devido ao excesso de peso; talvez sejam letárgicos e sedentários, incapazes de se movimentarem livremente.

A pessoa de pouco peso pode ter bulimia apesar de comer obsessivamente, têm tanto medo de ganhar peso que acaba por provocar o vómito, o que faz com que a pessoa faça exercício compulsivamente.

Às vezes essa pessoa alterna seus hábitos com períodos de anorexia, evitando alimentos de uma forma não saudável para controlar seu peso. A pessoa de peso normal, apesar de aparentar ser normal, pode ser obcecada com comida, pensando constantemente sobre o que comer ou no quanto pesa. O assunto de comida em geral é um sofrimento para eles; estão sempre contando calorias compulsivamente e comendo sem prazer.


O “vício” em comida explica a explosão da obesidade?


Há muito que a obesidade é atribuída à falta de força de vontade, a comer em excesso, à genética e à falta de exercícios. Cada vez mais, porém, os cientistas encontram sinais que sugerem que pode haver um factor adicional: o vício da comida. Há, entretanto, muitas diferenças entre o vício em drogas e a intensa compulsão por comida.

A comida é necessária para a sobrevivência, e comer é um comportamento complexo, envolvendo muitas hormonas e sistemas diferentes do corpo, não só o sistema de prazer e de recompensa.


Para ver se tem o vício da comida, podemos fazer um pequeno teste:


• Come quando não esta com fome ou quando se sente fraco/deprimido?
• Come em segredo ou come na frente de outras pessoas de maneira diferente do que quando está sozinho?
• Consume grandes quantidades de alimento para depois causar vómito ou tomar laxantes para se livrar do excesso?
• Existem alimentos que são prejudiciais para a sua saúde, mas mesmo alimenta-se deles? Mais tarde sente-se culpado?
Se respondeu sim a qualquer uma destas perguntas, então provavelmente é viciado em comida.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

vicío da internet


O que é:

O vício da Internet é considerado um problema psiquiátrico: assim como algumas pessoas são viciadas em drogas, no jogo e no tabaco, outras são viciadas em passar horas na Internet, fenómeno que um crescente grupo de especialistas dos Estados Unidos considera um problema psiquiátrico.
Este vício é detectado através de comportamentos relacionados à Internet que interfiram na vida normal de uma pessoa, causando stress agudo na sua família, nas suas relações de amizade e no trabalho.


Sintomas:


Uma pessoa que passa horas por dia em frente ao computador a navegar pela internet, a enviar e-mails, a negociar acções, em chats ou a jogar, pode ser considerada "ciberviciada" e portanto, precisa de ajuda. É o que consideram especialistas como a psiquiatra Hilarie Cash, cujo consultório na Universidade da Pensilvânia, é visitado por pacientes diagnosticados com a "ciber-dependência".

Cash identificou como sintomas da "ciber-dependência" a constante preocupação em estar on-line, a mentir sobre o tempo que passa on-line ou sobre o tipo de conteúdo visualizado, além de isolamento social, dor nas costas e aumento de peso. Outros tipos de dependências são as relacionadas com actividades interactivas como o chats e os jogos de vídeo, assim como os sites de apostas, leilões e compras. Os doentes cibernéticos entram num círculo vicioso, já que a perda de auto-estima cresce à medida que aumenta sua dependência em relação à internet, o que eleva sua necessidade de escapar da realidade e de se refugiar na rede.
Para Cash, os viciados em internet podem ter outros problemas psiquiátricos, como depressão e ansiedade, ou a enfrentar relacções familiares problemáticas.


A opinião dos especialistas:

"Se o padrão de uso da Internet interfere na sua vida ou afecta as suas relações no trabalho, na família e na amizade, você deve estar com problemas" afirma Kimberly Young, uma das mais importantes investigadoras sobre as dependências em relação à internet. Young é também fundadora do Center for Online Addiction, onde funcionam grupos de apoio às "ciber-viúvas", ou seja, esposas de viciados em relações amorosas, pornografia ou em apostas pela Internet. “Mais de 50% dos nossos clientes são indivíduos e casais que sofrem com as consequências disso” diz.

Na opinião dela, os cibernautas que sofrem dessa dependência optam pelo prazer temporário em vez de relações íntimas e profundas.
Os doentes cibernéticos entram num círculo vicioso, já que a perda de auto-estima cresce à medida que aumenta a dependência em relação à internet, o que aumenta a necessidade de escapar da realidade e de se refugiar na rede.
Este cenário confirma o resultado de pesquisas feitas por psiquiatras especializados na "ciber-dependência", que revelam que mais de 50% dos viciados em internet também são dependentes de drogas, álcool, tabaco e sexo na vida real.

No entanto, alguns psiquiatras acreditam que o uso abusivo da internet deve ser classificado como uma dependência legítima, já que não tem os mesmos efeitos negativos na família ou na saúde que dependências reconhecidas, como o alcoolismo.
"A internet é um meio de comunicação. Não é como a heroína, que isola a pessoa e a torna dependente", disse a psicóloga Sherry Turkle, autora do livro "Life on the Screen: Identity in the Age of the Internet", um dos guias dos que consideram que não há nada de mau na febre cibernética.