quarta-feira, 11 de novembro de 2009

vicío da internet


O que é:

O vício da Internet é considerado um problema psiquiátrico: assim como algumas pessoas são viciadas em drogas, no jogo e no tabaco, outras são viciadas em passar horas na Internet, fenómeno que um crescente grupo de especialistas dos Estados Unidos considera um problema psiquiátrico.
Este vício é detectado através de comportamentos relacionados à Internet que interfiram na vida normal de uma pessoa, causando stress agudo na sua família, nas suas relações de amizade e no trabalho.


Sintomas:


Uma pessoa que passa horas por dia em frente ao computador a navegar pela internet, a enviar e-mails, a negociar acções, em chats ou a jogar, pode ser considerada "ciberviciada" e portanto, precisa de ajuda. É o que consideram especialistas como a psiquiatra Hilarie Cash, cujo consultório na Universidade da Pensilvânia, é visitado por pacientes diagnosticados com a "ciber-dependência".

Cash identificou como sintomas da "ciber-dependência" a constante preocupação em estar on-line, a mentir sobre o tempo que passa on-line ou sobre o tipo de conteúdo visualizado, além de isolamento social, dor nas costas e aumento de peso. Outros tipos de dependências são as relacionadas com actividades interactivas como o chats e os jogos de vídeo, assim como os sites de apostas, leilões e compras. Os doentes cibernéticos entram num círculo vicioso, já que a perda de auto-estima cresce à medida que aumenta sua dependência em relação à internet, o que eleva sua necessidade de escapar da realidade e de se refugiar na rede.
Para Cash, os viciados em internet podem ter outros problemas psiquiátricos, como depressão e ansiedade, ou a enfrentar relacções familiares problemáticas.


A opinião dos especialistas:

"Se o padrão de uso da Internet interfere na sua vida ou afecta as suas relações no trabalho, na família e na amizade, você deve estar com problemas" afirma Kimberly Young, uma das mais importantes investigadoras sobre as dependências em relação à internet. Young é também fundadora do Center for Online Addiction, onde funcionam grupos de apoio às "ciber-viúvas", ou seja, esposas de viciados em relações amorosas, pornografia ou em apostas pela Internet. “Mais de 50% dos nossos clientes são indivíduos e casais que sofrem com as consequências disso” diz.

Na opinião dela, os cibernautas que sofrem dessa dependência optam pelo prazer temporário em vez de relações íntimas e profundas.
Os doentes cibernéticos entram num círculo vicioso, já que a perda de auto-estima cresce à medida que aumenta a dependência em relação à internet, o que aumenta a necessidade de escapar da realidade e de se refugiar na rede.
Este cenário confirma o resultado de pesquisas feitas por psiquiatras especializados na "ciber-dependência", que revelam que mais de 50% dos viciados em internet também são dependentes de drogas, álcool, tabaco e sexo na vida real.

No entanto, alguns psiquiatras acreditam que o uso abusivo da internet deve ser classificado como uma dependência legítima, já que não tem os mesmos efeitos negativos na família ou na saúde que dependências reconhecidas, como o alcoolismo.
"A internet é um meio de comunicação. Não é como a heroína, que isola a pessoa e a torna dependente", disse a psicóloga Sherry Turkle, autora do livro "Life on the Screen: Identity in the Age of the Internet", um dos guias dos que consideram que não há nada de mau na febre cibernética.